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Itapira, 18 de Junho de 2024
Artigo
28/03/2012 | Clovis Akira: Lixo: Um drama nas Grandes Cidades
Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, belas praias e paisagens, um verdadeiro cartão postal do Brasil, mas por trás de tanta beleza, a cidade vive um grande problema: - como lidar com a quantidade de lixo espalhada pela cidade.
Conheci o Rio há alguns anos atrás e me assustei com a quantidade de lixo nas ruas. Perguntei ao porteiro do hotel se a companhia de lixo estava em greve, e ele me disse: - que nada, isso aqui é normal, os caminhões nem sempre passam nos dias determinados e o lixo vai se acumulando. Passados alguns anos, vejo que a situação continua a mesma.
Cidade que vai sediar a Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, em junho, recicla apenas 3% de seu lixo (252 toneladas das 8.403 geradas diariamente). A Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) tem participação mínima nesse percentual já diminuto: só separa 22,68 toneladas, ou 0,27%. Os outros 2,73% ficam a cargo de catadores autônomos ou de cooperativas. Com isso, o Rio — que há 20 anos foi anfitrião do maior encontro sobre meio ambiente da História — joga fora uma oportunidade de se equiparar a metrópoles como Berlim (Alemanha) e Tóquio (Japão), famosas por não desperdiçarem seus recursos naturais. Capitais europeias recuperam, em média, 40% de seus resíduos.
Um dos principais motivos para que a coleta seletiva não funcione é a falta de investimento. Dos 160 bairros da cidade, apenas 41 são atendidos semanalmente, outro dado importante é que não existe coleta seletiva em favelas, deixando cerca de um milhão de pessoas sem o serviço.
Há déficit de caminhões e de pessoal, e a topografia irregular das regiões das comunidades mais carentes, impede o acesso dos caminhões, impossibilitando a coleta de lixo.
O poder público tem se esforçado para solucionar esses problemas, mas ainda é insuficiente. No ano passado foi assinado um acordo entre o município e o BNDS, que prevê a construção de seis galpões de triagem de materiais recicláveis, a prefeitura promete também aumentar o número de caminhões em circulação para assim aumentar a área de bairros atendidos. Apesar dos investimentos, a ampliação da coleta seletiva elevará o percentual em 2% passando para 5%, número baixíssimo para uma cidade como o Rio de Janeiro.
Outro motivo para que a reciclagem não funcione na cidade é a falta de divulgação do serviço. A prefeitura nunca fez uma campanha de incentivo à coleta seletiva de lixo.
Infelizmente, ainda estamos engatinhando na questão de reciclagem, e enquanto não houver grandes investimentos no setor, com subsídios do governo, o sistema dificilmente irá progredir, pois atualmente certos materiais tem um custo mais alto para reciclar do que adquirir matéria prima virgem.
Sem grandes empresas envolvidas nesse processo, oferecendo condições de trabalho e segurança para os responsáveis pela coleta, não há como implementar um sistema eficiente.
 
Fonte: Clovis Akira

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