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Artigo
27/01/2012 | O combate às sacolas plásticas ao redor do mundo
Neste dia 25 de janeiro de 2012, os supermercados do Estado de São Paulo, não irão mais distribuir sacolas plásticas aos consumidores. A iniciativa é da APAS (Associação Paulista de Supermercados) em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, que idealizaram a campanha “Vamos tirar o país do sufoco”. Vale salientar que a medida não é lei e conta apenas com a conscientização e colaboração de todos. Como opção os estabelecimentos irão oferecer caixas de papelão e a venda de sacolas biodegradáveis ao custo de R$ 0,19. Outra opção é o cliente trazer de casa sua sacola retornável.
Ações ao redor do mundo
O combate ao uso excessivo das sacolas plásticas não é exclusividade de algumas cidades brasileiras. Nos últimos anos, nações de todos os continentes aboliram ou restringiram o uso ou a distribuição dos sacos plásticos em seu território. Esta tendência vem se confirmando não somente nos países desenvolvidos, mas também em nações pobres, como Tanzânia, Ruanda e Somália, em que a proibição do plástico se tornou uma questão de saúde pública.
Mesmo países que nunca se preocuparam com o problema, como os Estados Unidos e China, tem se esforçado para acabar com os sacos plásticos em suas redes de comércio, cada um à sua maneira.
Embora não haja nenhum plano global ou modelo, ao longo dos anos os países foram criando as suas próprias legislações contra o uso desenfreado das sacolas plásticas, que vão desde leis estaduais ou federais, restrições de uso, planos de conscientização ou até mesmo a prisão.
Um dos exemplos de maior sucesso é o da Irlanda, que praticamente extinguiu o uso de sacolas plásticas aplicando um tributo sobre cada unidade que é usada. Conhecido como Plas Tax, o imposto criado em 2002 cobra uma taxa de 22 centavos de euro por sacola utilizada e somente em seu primeiro ano de funcionamento reduziu o consumo em 90%, praticamente excluindo o plástico no país, mesmo sem proibir sua circulação.
As campanhas de conscientização são uma das alternativas mais usadas, adaptando-se a cada realidade. No Chile, na Alemanha e na Suécia, os comerciantes são incentivados a sugerir aos clientes alternativas de substituição do plástico, como sacolas de pano, caixas e outros materiais retornáveis. Na Somália, as pessoas voltaram a utilizar cestas e caixas. Já na França, as empresas que produzem sacolas biodegradáveis têm incentivos federais para produzir mais.
Na maioria dos países americanos, a restrição ou diminuição do consumo de sacolas plásticas tem acontecido por leis estaduais ou iniciativas isoladas.
Nos Estados Unidos e Canadá, não há leis federais proibindo o uso de sacolas plásticas no comércio, mas os estados têm autonomia para criar suas próprias legislações nesta área. A cidade de São Francisco foi a primeira a proibir o uso das sacolas plásticas nos supermercados e farmácias, em dezembro de 2007.
A cidade canadense de Toronto elaborou cobra uma taxa de 5 centavos por sacola. Os recursos da multa vão para desviar dos aterros sanitários 70% dos resíduos. Programas de reciclagem, como o Bag to Bag, que recicla sacolas plásticas para gerar novas sacolas plásticas, também estão presentes nas cidades canadenses.
O Japão mesmo não tendo ações restritivas em relação às sacolas plásticas, aposta em campanhas de conscientização para diminuir o consumo. Em 2010, a redução foi de 35%. O país também tem um dos maiores programas de reciclagem de plástico e seus resíduos do mundo.
Na França o primeiro local do território a banir as sacolas plásticas foi a ilha de Corsica, em 1999. Em 2010, o governo francês concedeu benefícios para a produção de sacos plásticos biodegradáveis. A capital, Paris, baniu as sacolas plásticas em 1997. Uma política de redução anual de consumo também vem sendo adotada desde 2004 em todo o país.
Outros países adotam posturas mais radicais para impedir a distribuição dos sacos plásticos. Na Índia, os infratores são punidos com cadeia. Em Ruanda, pertences que estiverem em sacos plásticos são confiscados.
Ações radicais para coibir o uso da sacola plástica
A proibição formal, uma medida adotada em muitos países, nem sempre pode barrar a demanda crescente de plástico. Um exemplo que ilustra esta situação é o caso de Bangladesh, que proibiu a distribuição e venda das sacolas por conta da sujeira acumulada em seus bueiros, mas voltou atrás oito anos depois, e hoje os sacos poluem novamente as ruas do país.
No Brasil, embora ainda não haja uma lei nacional, capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, João Pessoa e Palmas já aprovaram ações que proíbem a distribuição gratuita de sacolas plásticas nos caixas, e outras oito capitais, além dos estados do Maranhão e do Rio, já aprovaram leis estaduais que preveem a substituição do plástico por materiais biodegradáveis.
Cabe a todos nós a conscientização para os problemas causados pelas sacolas plásticas, e que essa restrição, apesar de não agradar a todos, é de fundamental importância ao meio ambiente. Vamos seguir os bons exemplos dos outros países.

 

Fonte: Clovis Akira Igarashi

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