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Itapira, 18 de Junho de 2024
Artigo
01/02/2012 | Separação dos Estados
Propostas de novas unidades federativas do Brasil
 
Quem pensa que somente o Pará quer se dividir está enganado. Novas unidades federativas do Brasil estão em discussão e em diferentes estágios de aprovação no Congresso Nacional atualmente. Chegou a ser proposta oficialmente a criação de 18 novos estados e 3 novos territórios federais, o que elevaria o total de unidades da federação para 48.
 
A proposta de separação do Estado do Pará, criando-se dois novos Estados; Carajás e Tapajós foi rejeitada em plebiscito realizado no dia 11 de dezembro do ano passado.
 
Segundo a proposta da Frente Parlamentar sobre a Criação de Novos Estados, esse seria um mecanismo para conduzir a redivisão territorial do País como forma de reduzir as desigualdades socioeconômicas e favorecer o desenvolvimento das regiões menos assistidas pelo Poder Público.
 
O lado desfavorável à criação de novas unidades se concentra nos altos custos. Os gastos são gerados pela instalação de uma sede de governo, uma assembléia legislativa, secretarias estaduais, entre outros. Além do custo de instalação, também cria-se um gasto anual entre salários e custeio que chegam a R$ 30 milhões para cada novo estado.
 
Do outro lado do mundo, no Japão, o governo fez justamente o inverso; uniu dois municípios.
 
Em abril de 2003, a cidade de Shimizu é incorporada à cidade de Shizuoka, capital da província de mesmo nome, tornando-se um distrito da cidade de Shizuoka.
 
Shimizu não era uma cidade pequena, sua população é de aproximadamente 241 mil habitantes. Possui um grande porto, sua economia é diversificada nas áreas da agricultura, pesca, indústria pesada e comércio. Outro grande atrativo de Shimizu é o time de futebol, o “Shimizu S-Pulse”, que integra a primeira divisão do futebol japonês.
 
Para se ter um ponto de comparação, seria o mesmo que incorporar a cidade de Barueri ao município de São Paulo. Pelo último censo de 2010, a população de Barueri é de aproximadamente 240 mil habitantes, quase a mesma população de Shimizu.
 
A junção das cidades visa fortalecer o agora distrito de Shimizu, reduzindo os gastos públicos e melhorando os sistemas de saúde, saneamento básico, transporte público e na conservação das estradas vicinais do distrito. Contando com uma grande estrutura nesses serviços, Shizuoka terá a incumbência de melhorar a qualidade do serviço público de Shimizu. Em compensação, a arrecadação de impostos irá crescer consideravelmente, pois Shimizu conta com grandes indústrias de diversas atividades.
 
Quem não deve ter gostado da mudança foram os políticos locais; prefeito e vereadores perderam suas vagas. Os funcionários da prefeitura foram remanejados para outros órgãos da administração de Shizuoka, e uma pequena parte permanecer na agora administração regional do distrito de Shimizu.
 
São os contrastes entre os dois países. Enquanto um quer separar, o outro prefere a união.
Fonte: Clovis Akira

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