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Itapira, 10 de Agosto de 2022
Notícia
13/02/2015 | Barretto me ensinou disciplina, idealismo e honestidade

  

Tudo começou no início da década de 60, quando ingressou no IEESO (Ins­tituto de Educação Elvira Santos Oliveira). Para aquele garoto simples, do bairro dos Prados, tudo era novo, principalmente as desco­bertas proporcionadas na área esportiva.

Paulo Pedro de Almeida, que hoje é conhecido como Pedro Paulo, formado em Educação Física pela PUCC (Pontifícia Universidade Ca­tólica de Campinas), teve em sua vida e sua carreira como esportista e como educador grande influência do professor José de Oliveira Barretto Sobrinho. “Acre­dito que não apenas eu ou minha geração, mas todas as gerações que passaram por suas mãos”, frisa.

Embora tenha seguido a carreira de atleta profissional no futebol, Paulo Pedro inte­grou a equipe de atletismo da escola e recebeu do professor Barretto noções que valem até hoje. “Aprendi com ele a disciplina, a educação, o idealismo e a honestidade, que também recebi de minha família, mas que com ele também aprendi”, lembra.

Paulo Pedro competiu pela escola em diversas competições esportivas. Fez parte de uma equipe que contava com atletas como José Alair de Olivera, Luis Antonio Simionatto, Cláudio José Nascimento Pinto, Mauro Rubens Rosário, Guilherme Bisinelli, Miguel de Arruda e Gildo Henrique Piardi, entre outros. “Eu era especialista em salto em al­tura e extensão e nas provas de velocidade”, lembra.

Carreira

No início da década de 60, o sonho de 10 entre 10 garotos era ser jogador de futebol. Todos queriam se tornar um jogador de futebol, em vestir a camisa de um grande clube de futebol e, quem sabe, chegar à seleção brasileira.

Claro que todos também sabiam que esse sonho era difícil, quase impossível, de se tornar realidade. E, além disso, o caminho a ser trilhado era longo e cheio de dificuldades, principalmente para garotos de uma cidade provinciana como a Itapira daquela época.

O país vivia a glória de ser bicampeão do mundo, tinha o maior jogador de todos os tempos e a provinciana Itapira já havia dado a sua contribuição para que essa glória fosse alcançada. Afinal, o capitão da seleção em 58 tinha sido ninguém menos que Bellini, o mais famoso dos itapirenses.

Se era difícil se tornar um jogador de futebol pro­fissional, fato só alcançado por Bellini e, depois, em menor escala, mas também com boa dose de sucesso por Cristovinho, enfrentar grandes craques como Pelé, Ademir da Guia, Dudu, Luís Pereira, Ramos Delgado, o goleiro Cejas e tantas outras feras era um sonho pratica­mente inatingível.

Mas, para um garoto humil­de do bairro dos Prados, que despontava com a camisa do Olaria, essa façanha seria con­cretizada graças ao seu talento com a bola nos pés. Aos 16 anos, depois de passar pelo XI de Agosto e ser campeão juvenil e artilheiro da competição, lá estava ele tentando a sorte na peneira da Ponte Preta.

Corria o início de 69 e o jovem Paulo Pedro de Almei­da, com um par de chuteiras debaixo do braço, apareceu no Moisés Lucarelli para participar da peneira coordenada pelo técnico Ilzo Nery. Eram mais de 100 garotos em busca de um lugar no futebol e ele, predes­tinado, aproveitou a chance e, em 10 minutos de treino, fez três gols, encantando quem assistia e enchendo os olhos de Cilinho, então técnico do time principal da Ponte Preta.

Na Ponte o garoto itapi­rense viraria Pedro Paulo e se tornaria titular em pouco tempo, transformando o sonho de criança em reali­dade. E o sonho de enfrentar Pelé, Ademir da Guia, Dudu, Luís Pereira e tantas outras estrelas do futebol brasileiro, quase inatingível, também viraria realidade. E o ano de 1971 se tornaria um divisor na vida daquele menino hu­milde do bairro dos Prados.

No dia 13 de junho de 71, no Moisés Lucarelli lotado, a Ponte recebeu o Santos de Pelé, Ramos Delgado, Lima, Cejas e tantas outras feras. E, mesmo diante de tantas feras e jogando ao lado de outras como Dicá e Chicão, Pedro Paulo faria o gol da Macaca.

O Santos viraria no se­gundo tempo e venceria por 2 a 1, com gols de Pelé e Edu, mas aquele gol abriria as portas para o menino ita­pirense, que fez outros gols importantes com a camisa do time campineiro e foi eleito várias vezes para a seleção da rodada. Sua carreira, depois da Ponte, seguiu por clubes como Ferroviária, Inter de Li­meira, Linense, Sãocarlense, Radium de Mococa, Paulista e Lemense até retornar ao Itapira Atlético Clube.

Seu nome está na galeria dos atletas que defenderam a Ponte Preta, um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro, e também entre aqueles que deixaram sua marca nas redes dos adversá­rios em competições oficiais. Hoje, mesmo depois de já ter deixado o futebol profissional há muito tempo, continua lembrado por aqueles que o viram dentro de campo.

Fonte: Da Redação do PCI

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