01/12/2011 | Portugal quer flexibilizar método de trabalho no Conselho de Segurança das Nações UnidasO representante de Portugal no Conselho de Segurança das Nações Unidas, Moraes Cabral, sugeriu aos demais representantes dos 14 países que integram o órgão mudanças nos métodos de trabalho. A proposta dele é que sejam adotados mecanismos que levem à concisão das intervenções e à transparência de procedimentos. Até janeiro de 2012, Portugal estará na Presidência do conselho.
“O número e a complexidade de situações que o conselho tem de seguir requerem uma capacidade de gestão cada vez mais exigente do seu programa de trabalho. No mundo de hoje, com novas ameaças e desafios, o conselho tem de ser capaz de olhar em frente para poder antecipar crises e dedicar tempo suficiente à prevenção conflitos”, disse Moraes Cabral.
Ele defendeu ainda maior interação do conselho com os demais países que integram o órgão. “A questão, em última análise, é como destacar a autoridade do conselho no sentido de maior responsabilização, compreensão das decisões, participação aberta e processo de decisão eficiente”, disse.
A composição do Conselho de Segurança é tema constante das conversas da presidenta Dilma Rousseff com autoridades estrangeiras. Para o Brasil, é essencial a reforma do órgão, cuja estrutura remete ao período após a 2ª Guerra Mundial.
O conselho é formado por 15 membros, dos quais cinco ocupam assentos permanentes - o Reino Unido, a França, os Estados Unidos, a China e a Rússia. Países cuja economia está entre as maiores do mundo, como o Brasil e a Índia, só têm lugar em assentos rotativos. Para Portugal, é necessário ampliar os debates para garantir maior equilíbrio na agenda de trabalho.
Mark Lyall Grant, representante do Reino Unido nas Nações Unidas, defendeu maior transparência e abertura dos trabalhos e um choque tecnológico. Hardeep Singh Puri, que representa a Índia, foi um dos mais críticos em relação ao que considera privilégios dos países que têm assento permanente no órgão.
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