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Itapira, 26 de Maio de 2022
Notícia
26/04/2022 | Luiz Santos: O lar cristão

(...) porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15).

Como é um santo costume na Igreja Presbiteriana do Brasil e uma tradição abençoada na Igreja Presbiteriana Central de Itapira, reservamos o mês de maio para celebrar o dom da família, a bênção do lar cristão e interceder por nossas famílias, sobretudo nesses dias difíceis de pandemia e da retomada da normalidade da vida, o quanto isso seja possível. Deus ‘fundou’, criou diretamente apenas duas instituições. Na união de Eva a Adão, instituiu o casamento e por meio dele a família. Depois, na eleição de Abraão, Deus formou para si um povo e por meio dele e em seu amado Filho instituiu a Igreja. Família e Igreja são intervenções divinas diretas para que Ele pudesse cumprir os seus intentos redentores, se fizesse perpetuamente presente no mundo e se comunicasse com toda a humanidade. As outras instituições, como o Estado (governos) e a Escola, por exemplo, são instituições derivadas da família e da igreja. São instituições (Estado e Escola) que têm o dever de proteger a família e a Igreja, o modo pelo qual cumprem também sua missão de glorificar a Deus. É de se notar, contudo, que não obstante sejam instituições divinas, por causa do pecado e atendendo a um decreto de Deus, a Bíblia não esconde as falhas e as inconsistências dessas duas realidades criadas pelo Senhor. No caso concreto da família, quantas famílias desajustadas, disfuncionais e sem harmonia nós conhecemos nas páginas das Escrituras? A começar pela primitiva família já fora do paraíso, Caim que mata seu irmão Abel. Cam, que é amaldiçoado por Noé, assim que deixam a Arca. A relação de Abraão, Agar e Ismael, no mínimo tortuosa e infeliz. Dando um salto na história, conhecemos os relapsos filhos do sacerdote Eli e ao mesmo tempo a fraqueza do pai em corrigir e educar os seus filhos. O que pensar do fracasso como líder de uma família do grande rei Davi? Um sucesso em público, um retumbante fracasso em casa. Seus filhos de muitos casamentos lhe deram boas dores de cabeça, que culminou na triste morte de Absalão. Chegando ao Novo Testamento, por mais estranho que possa soar aos nossos ouvidos, a família de Jesus, no que diz respeito à sua pessoa, também teve lá seus altos e baixos. Seus irmãos e suas irmãs chegaram a pensar, inclusive, que Ele estava um tanto desorientado e isso, no auge do seu ministério: “E, quando os parentes de Jesus ouviram isto, saíram para prendê-lo, porque diziam: — Está fora de si” (Mc 3.21). Também temos o trágico episódio que envolveu um casal em um caso de mentira e fraude, o lamentável fim de Ananias e Safira. E por que as Escrituras fazem questão de não esconder esse aparente fracasso dessa instituição divina? Existem boas razões para isso. Em primeiro lugar para ficar claro que a única realidade perfeita e destituída de mancha, pecado, maldade ou fraquezas é a Santíssima Trindade. O Bendito Deus Uno e Trino. Em segundo lugar, para revelar a vileza e o poder destrutivo, corrosivo e letal do pecado. O pecado é capaz de causar danos profundos na criação que a torna incapaz de cumprir os seus propósitos originais, projetados pelo Senhor. Em terceiro lugar, para deixar claro que satanás tem grande interesse em ‘retardar’ a obra da redenção, uma vez que ele não a pode impedir. Ele o faz atacando a família, impingindo terror sobre ela, escravizando-a por meio de vícios e violências, de sorte que ela não seja capaz de gerar santos e ser o celeiro de missionários. Em quarto lugar, para que fique patente a todos o quanto a família depende da graça perdoadora, da ação salvífica e redentora de Jesus. Para que ninguém duvide de que a família não sobreviverá à parte de uma profunda relação pactual com Cristo, com vida devocional e obediente, por investir consciente e pesado em santificação e por manter-se unida à sua instituição irmã siamesa que é a Igreja. A Bíblia não esconde a fraqueza da família porque deseja revelar o majestoso poder de Jesus Cristo como Salvador e Senhor dos lares, como seu Bom Pastor e amigo mais leal. Nossos lares, a todo tempo e o tempo todo carecem de restauração, de correção, de disciplina, de visitas especiais da graça, de encorajamento para a vivência do perdão e o crescimento em amor e santificação. Não olhemos tanto para as nossas imperfeições ou para as desarmonias dos lares vizinhos. Não fiquemos aterrorizados e nem paralisados pelas notícias que nos chegam a cada instante pelos ataques que a família tradicional sofre pelos muitos outros arranjos existentes na sociedade. Olhemos todos para Jesus, autor e consumador de nossa fé, porque Ele é o grande interessado em salvar, restaurar e santificar os nossos lares, para o bem de sua Igreja e para a bênção desse mundo caído. Como diria o cancioneiro católico: “Abençoa Senhor as famílias amém. Abençoa, Senhor, a minha também”.

Reverendo Luiz Fernando é Ministro na Igreja Presbiteriana Central de Itapira.

 

Como é um santo costume na Igreja Presbiteriana do Brasil e uma tradição abençoada na Igreja Presbiteriana Central de Itapira, reservamos o mês de maio para celebrar o dom da família, a bênção do lar cristão e interceder por nossas famílias, sobretudo nesses dias difíceis de pandemia e da retomada da normalidade da vida, o quanto isso seja possível. Deus ‘fundou’, criou diretamente apenas duas instituições. Na união de Eva a Adão, instituiu o casamento e por meio dele a família. Depois, na eleição de Abraão, Deus formou para si um povo e por meio dele e em seu amado Filho instituiu a Igreja. Família e Igreja são intervenções divinas diretas para que Ele pudesse cumprir os seus intentos redentores, se fizesse perpetuamente presente no mundo e se comunicasse com toda a humanidade. As outras instituições, como o Estado (governos) e a Escola, por exemplo, são instituições derivadas da família e da igreja. São instituições (Estado e Escola) que têm o dever de proteger a família e a Igreja, o modo pelo qual cumprem também sua missão de glorificar a Deus. É de se notar, contudo, que não obstante sejam instituições divinas, por causa do pecado e atendendo a um decreto de Deus, a Bíblia não esconde as falhas e as inconsistências dessas duas realidades criadas pelo Senhor. No caso concreto da família, quantas famílias desajustadas, disfuncionais e sem harmonia nós conhecemos nas páginas das Escrituras? A começar pela primitiva família já fora do paraíso, Caim que mata seu irmão Abel. Cam, que é amaldiçoado por Noé, assim que deixam a Arca. A relação de Abraão, Agar e Ismael, no mínimo tortuosa e infeliz. Dando um salto na história, conhecemos os relapsos filhos do sacerdote Eli e ao mesmo tempo a fraqueza do pai em corrigir e educar os seus filhos. O que pensar do fracasso como líder de uma família do grande rei Davi? Um sucesso em público, um retumbante fracasso em casa. Seus filhos de muitos casamentos lhe deram boas dores de cabeça, que culminou na triste morte de Absalão. Chegando ao Novo Testamento, por mais estranho que possa soar aos nossos ouvidos, a família de Jesus, no que diz respeito à sua pessoa, também teve lá seus altos e baixos. Seus irmãos e suas irmãs chegaram a pensar, inclusive, que Ele estava um tanto desorientado e isso, no auge do seu ministério: “E, quando os parentes de Jesus ouviram isto, saíram para prendê-lo, porque diziam: — Está fora de si” (Mc 3.21). Também temos o trágico episódio que envolveu um casal em um caso de mentira e fraude, o lamentável fim de Ananias e Safira. E por que as Escrituras fazem questão de não esconder esse aparente fracasso dessa instituição divina? Existem boas razões para isso. Em primeiro lugar para ficar claro que a única realidade perfeita e destituída de mancha, pecado, maldade ou fraquezas é a Santíssima Trindade. O Bendito Deus Uno e Trino. Em segundo lugar, para revelar a vileza e o poder destrutivo, corrosivo e letal do pecado. O pecado é capaz de causar danos profundos na criação que a torna incapaz de cumprir os seus propósitos originais, projetados pelo Senhor. Em terceiro lugar, para deixar claro que satanás tem grande interesse em ‘retardar’ a obra da redenção, uma vez que ele não a pode impedir. Ele o faz atacando a família, impingindo terror sobre ela, escravizando-a por meio de vícios e violências, de sorte que ela não seja capaz de gerar santos e ser o celeiro de missionários. Em quarto lugar, para que fique patente a todos o quanto a família depende da graça perdoadora, da ação salvífica e redentora de Jesus. Para que ninguém duvide de que a família não sobreviverá à parte de uma profunda relação pactual com Cristo, com vida devocional e obediente, por investir consciente e pesado em santificação e por manter-se unida à sua instituição irmã siamesa que é a Igreja. A Bíblia não esconde a fraqueza da família porque deseja revelar o majestoso poder de Jesus Cristo como Salvador e Senhor dos lares, como seu Bom Pastor e amigo mais leal. Nossos lares, a todo tempo e o tempo todo carecem de restauração, de correção, de disciplina, de visitas especiais da graça, de encorajamento para a vivência do perdão e o crescimento em amor e santificação. Não olhemos tanto para as nossas imperfeições ou para as desarmonias dos lares vizinhos. Não fiquemos aterrorizados e nem paralisados pelas notícias que nos chegam a cada instante pelos ataques que a família tradicional sofre pelos muitos outros arranjos existentes na sociedade. Olhemos todos para Jesus, autor e consumador de nossa fé, porque Ele é o grande interessado em salvar, restaurar e santificar os nossos lares, para o bem de sua Igreja e para a bênção desse mundo caído. Como diria o cancioneiro católico: “Abençoa Senhor as famílias amém. Abençoa, Senhor, a minha também”.

Reverendo Luiz Fernando é Ministro na Igreja Presbiteriana Central de Itapira.

Fonte: Luiz Santos

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