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Itapira, 31 de Outubro de 2020
Notícia
14/08/2014 | Apae Itapira inaugura Centro de Equoterapia

Inaguruação do Centro de Equoterapia contou com a presença de autoridades

 

Na tarde de sexta-feira, 08, a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Itapira fez a inauguração oficial do Centro de Equoterapira, que está situado na parte de trás do Recinto Agropecuário Carmem Ruette de Oliveira. Na oportunidade, além de autoridades do município e representantes de empresas da cidade, também marcaram presença alguns familiares e pacientes que estão sendo atendidos pelo projeto. A data escolhida coincidiu com o Dia Nacional da Equoterapia, comemorado no dia 9 de agosto..

A Equoterapia é um tratamento terapêutico que utiliza o cavalo para auxiliar no desenvolvimento físico e psicológico de pacientes. Conforme explica o psicólogo Marcelo Peres da Silva, o movimento do cavalo é muito parecido com a marcha humana devido à movimentação para os lados, para cima e para baixo. “Por exemplo, os pacientes que não conseguem caminhar entendem que aquele é seu próprio movimento. Isso ajuda a fortalecer o a musculatura, o equilíbrio, a força, a simetria do corpo em cima do trabalho, a postura e a coordenação motora. De forma psicológica, ajuda a auto-estima do paciente devido a grandeza do cavalo. Eles se sentem bem domando um animal tão grande e forte e isso traz a sensação de auto-capacidade, além de melhorar também a interação social”, descreveu.

Reconhecida pelos conselhos de Medicina, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, a Equoterapia é um projeto inovador no município, estando presente somente em algumas cidades da região como Mogi Guaçu, Jaguariúna, Campinas e Bragança Paulista. Atualmente, são atendidos 30 pacientes por semana em idades que variam dos dois aos 25 anos. “Aqui trabalhamos com a Hipoterapia, que é um movimento mais leve e é recomendado para portadores de síndromes diversas, autistas, pacientes com paralisia cerebral, dentre muitos outros”, explicou o psicólogo.
 
Jéssica Ingrid Rozão Pereira relata que as melhorias na coordenação motora do filho de dois anos estão sendo perceptíveis. “Esse é um dos melhores tratamentos que existem. Ele participa do projeto desde o início e sua sustentabilidade motora melhorou muito e ele também começou a prestar mais atenção nas coisas. Além disso, ele adora vir pra cá e ficar em cima do cavalo”, contou.
 
 
 
 
O projeto
 
 
Conforme expuseram o presidente do Clube do Cavalo de Itapira, o médico Newton Santana, e a terapeuta ocupacional da Apae, Rose Martucci, a ideia de montar um centro de equoterapia vem tomando força desde 2008. “O Clube do Cavalo teve a ideia de dar início a esse projeto há seis anos, mas não tivemos condições devido a falta de patrocínio e local adequado. Contudo, em meados de junho do ano passado entramos em contato com a Rosvita e ela adorou a proposta.
 
 
Nessa mesma época, a Rose era a presidente do CMDCA (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente) e nos deu a maior força. Tínhamos um dinheiro em caixa e demos início à estrutura, tudo com o apoio da presidente da Apae, Maria Ângela Nogueira Brait Silva. Como tudo foi amadurecendo, passamos então a entrar em contato com as empresas para pedir patrocínio e fomos atendidos pelo Cristália, pela JF e pela CPFL”, lembrou Santana.
 
Rose Martucci destacou que a verba utilizada para o custeio do projeto é oriundo da doação do 1% do Imposto de Renda das empresas que são destinadas ao CMDCA. “Desde 2008 a ideia ficou viva e no ano passado começou a ganhar mais força, até que contamos com o apoio de diversas frentes e conseguimos apresentar o projeto no Conselho e a liberação da verba. Depois disso, fizemos a seleção dos profissionais e todos passaram por um curso na Ande Brasil – Associação Nacional de Equoterapia”.
 
O processo de seleção para os pacientes que fariam o tratamento se deu por avaliações ortopédicas. “Alguns tipos de doenças ortopédicas impedem que esse tipo de trabalho seja realizado. Contamos com o apoio de dois profissionais da área que fizeram todos os exames necessários. Vale destacar que os 30 pacientes atendidos não são somente da Apae, mas alguns deles fazem apenas tratamento ambulatorial conosco”, explicou Rose Martucci.
 
A lista de espera de pacientes que desejam praticar a equoterapia é de quatro pessoas. De acordo com o atual regimento interno do CMDCA, esse projeto poderá ser reapresentado por até três anos, quando a entidade deverá se sustentar sozinha para dar continuidade ao trabalho. “Temos a intenção de aumentar o atendimento, mas nesse primeiro momento é inviável, pois precisamos de verba”, disse Rose.
 
Ao término da solenidade, a terapeuta ocupacional da Apae fez um agradecimento especial ao Clube do Cavalo, à prefeitura por ter cedido o espaço, ao CMDCA por ter viabilizado a verba e às empresas patrocinadoras. “Fica aqui meu agradecimento a todos nossos apoiadores e também a tantas outras pessoas que nos ajudaram com doações. Como equoterapeuta, estava ansiosa por essa conquista inovadora em nossa cidade”, finalizou.
 
 
 
 

 

Fonte: Da Redação do PCI

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