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Itapira, 23 de Outubro de 2020
Notícia
24/04/2015 | Compromisso em fazer bem feito

Aos 59 anos, formado em Direito pela Puccamp (Pontifícia Universidade Católica de Campinas) e atuando como Corregedor-Geral do Ministério Público do Mato Grosso do Sul, Mauri Valentim Riciotti raramente visita a cidade, mas em sua memória guarda os ensinamentos do professor de Educação Física de seu tempo de ginásio. Foram sete anos como aluno do professor José de Oliveira Barretto Sobrinho no Instituto de Educação Estadual Elvira Santos Oliveira.

E esse tempo, segundo ele, foi importante no aprendizado que vale pela vida toda. “Dos ensinamentos, dentre muitos, posso citar a disciplina, sempre necessária na vida de cada um; o compromisso em fazer bem feito, na nossa atuação profissional, e o ir além das nossas obrigações”, revela. “Essas lições trago até hoje comigo, mas estou longe de alcançar os feitos do inesquecível mestre”.

Riciotti, apesar da agenda cheia e dos inúmeros compromissos, fez questão de contar um pouco do que o velho mestre representa para ele. “O professor Barretto sempre representou para mim um exemplo de homem determinado, disciplinado e comprometido com tudo que faz”, frisa.

E revelou uma passagem interessante ocorrida nos tempos de IEEESO, ocorrida quando cursava o 3º ano do ginasial. “Dentre as passagens marcantes, posso citar um fato ocorrido em uma de suas atividades extraclasse, quando estava na 3ª série do secundário”, recorda. “Naquela época ele organizava um acampamento para a turma. Neste, que eu participei, em uma sexta-feira sem lua, no andamento de uma das diversas atividades, transcorria a denominada ‘operação coragem’. Funcionava assim: ficávamos mais de uma hora em volta de uma fogueira, onde cada um contava uma história envolvendo fantasmas ou almas penadas. Depois, de forma voluntária, um a um saía sozinho andando pela margem de um córrego, sem qualquer iluminação, para levar ou buscar um objeto (nesta versão foi uma luva de boxe) que ficaria lá ou já estava lá, à frente de uma caveira de boi iluminada com uma vela dentro. Quem cumpria sua missão era apartado do grupo. Eu, ainda mal completados meus 13 anos, de acordo com minha coragem da época, fui ficando para o fim da fila. Devo ter sido o antepenúltimo, ou coisa assim. Quando peguei a luva para levá-la, andando por aquele caminho até então desconhecido, só percebendo o leito do córrego palidamente iluminado, ouvindo sons de lobos uivando, galhos chacoalhando ou quebrando, meu coração estava saindo pela boca de tão acelerado. Apressei o passo para acabar a agonia e chegando a uma certa distância da tal caveira, lancei de longe a luva. Ela ao invés de cair ao lado do fantasma do boi, foi parar dentro da água. Minha vontade era sair correndo, mas meu senso de disciplina incutido pelo professor Barretto falou mais alto e entrei na água para alcançá-la, depositando-a no local determinado”, conta. “Corri de volta e, se meu tempo fosse marcado, Usain Bolt iria ficar com inveja. Depois de todos já terem participado, quando fomos dormir é que soubemos que alguns veteranos estavam postados no caminho, sacaneando os inocentes mais novos. Foi uma grande lição de vida!”

Fonte: Da Redação do PCI

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