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Itapira, 15 de Dezembro de 2019
Notícia
01/04/2015 | Dropes nº 390

No céu O trinta e um de março de 2015 entrou na história política do deputado Barros Munhoz como a terça-feira mais feliz dos últimos oito anos. Considerada como o dia universal da pressão política, todas as terças, desde as primeiras horas da manhã, como presidente ou como líder do governo, Munhoz era o extintor pronto para apagar os focos de incêndio. Nesta terça, o fogo passou longe dele.

Todo mundo O trinta e um de março de 2015 foi marcado, também, pela despedida pública de Barros Munhoz da liderança do governo. Agradeceu ao ex-governador José Serra, ao governador Geraldo Alckmin, aos secretários da Casa Civil com quem trabalhou como Aloysio Nunes, Sidney Beraldo, Saulo de Castro e Edson Aparecido, aos presidentes da casa Vaz de Lima, Samuel Moreira, Chico Sardelli e Fernando Capez. Agradeceu a todos os líderes, tanto da base aliada como da oposição.

Inédito Munhoz não queria esquecer ninguém, agradeceu a bancada do PSDB, os amigos com quem conviveu de forma harmônica apesar das inúmeras contundências. Promoveu, até prova em contrário, um fato inédito: agradeceu aos funcionários da liderança do governo, nomeando um por um, assim como os funcionários de todas as bancadas e todos os funcionários com quem se relacionou na casa.

Berros virou Doce  A forma como Munhoz se despediu da liderança do governo, confirmando que de agora em diante viverá uma nova fase política e que não pretende ocupar mais nenhum cargo relevante na ALESP, levou muitos funcionários a se emocionarem. O velho “Berros Munhoz”, como gostavam de dizer nos corredores, já dava saudades.

Nada de golpe O trinta de um de março de 2015 ainda remeteu Munhoz à antiga luta que o move desde os tempos de estudante: a defesa intransigente da democracia. Um grupo de manifestantes defensores do retorno dos militares ao poder fez barulho na galeria. Munhoz acabou se alinhando aos deputados do PT e, quem diria, ao PSOL, descartando o caminho de qualquer aventura golpista e ditatorial.  

Contra Mas o mais impressionante veio com o testemunho de alguns deputados. Um deles disse: “Munhoz, nós divergimos aqui mais de noventa por cento do tempo, mas a convergência que nós tivemos é o que mantem as relações de civilidade.”

E continuou: “vale lembrar que Barros Munhoz é o responsável pela comissão da verdade, ele ajudou a aprovar a CPI que apurou as violações dos direitos humanos dentro das universidades, garantiu a aprovação de inúmeros projetos de interesse da população que assimilou as propostas da oposição mostrando respeito muito grande ao nosso trabalho. Nós divergimos na visão de Estado, mas quero dizer que o meu respeito e a minha admiração por você, Barros Munhoz é muito grande. Eu aprendi muito e cresci muito nos embates que tivemos.”

Amigo do rei Para encerrar esse deputado lembrou-se de uma brincadeira que fez com o ex-presidente Samuel Moreira ao parafrasear trecho do poema de Manuel Bandeira “Vou-me embora pra Pasárgada” dizendo “quero voltar para Itapira, lá eu sou amigo do rei.”

As palavras acima foram endereçadas a Munhoz pelo deputado estadual petista que integra a bancada da oposição ao governo estadual João Paulo Rillo.

Invejável Quem não perdeu a oportunidade para jogar confete sobre Barros Munhoz foi o deputado Cauê Macris, o novo líder do governo, ao dizer: “poder ser líder do governo aonde pessoas que me antecederam, pessoas que tem história política, como o meu próprio pai, Vanderlei Macris, como Vaz de Lima e como Barros Munhoz que tem um currículo invejável para qualquer político.”

Itapira pequena Cauê falou da grande admiração que o pai dele tem e sempre teve em relação a Barros Munhoz lembrando quando o Vanderlei vinha a Itapira para participar dos comícios de Munhoz. E reconheceu que Itapira acabou ficando pequena e  Barros Munhoz passou a ocupar grandes cargos no âmbito estadual e federal.

Itapira grande Cauê, ao lembrar-se de Itapira brincou colocando o município como sede da região metropolitana de Campinas ao se referir da relação de Munhoz com a cidade.    

Boa notícia Nesta terça-feira, o governador Geraldo Alckmin autorizou a construção do emissário de esgoto entre a Avenida Rio Branco e a Estação de Tratamento. A obra vai consumir cerca de R$ 4 milhões de reais. O deputado Barros Munhoz vem trabalhando faz tempo para conquistar esses recursos. O atual sistema não comporta o volume transportado.

Leões Tinha muita gente esperando que a sessão da Câmara Municipal desta terça-feira se transformasse numa verdadeira arena romana com leões famintos prontos para devorar os cristãos (os vereadores).

Nada aconteceu? Os vereadores acionaram o conselho de ética para apurar o uso indevido do veículo da câmara pelo presidente Zé Branco. O conselho é constituído pelos vereadores Juliano Feliciano, presidente, Carlinhos Sartori, Joílson da Silva, Luiz Machado e Pedro Stringuetti.

Crédito Os vereadores da oposição rechaçaram as críticas direcionadas pela imprensa contra eles, dizendo que os órgãos noticiosos deveriam ter mais cuidado antes de criticar os vereadores e que nada daquilo que se publicou deve receber crédito.

Embasbacados O líder Maurício Casimiro de Lima explicou que a atitude dos vereadores na sessão da semana passada ainda era de espanto em relação aos acontecimentos e que por conta disso, nem os situacionistas, nem os oposicionistas, tiveram tempo para decifrar os acontecimentos ou para tomar qualquer iniciativa.

Cautela Maurício comentou com a coluna: “Nunca os vereadores desta casa ou de qualquer outra, por mais privilegiada que seja, vai dizer ou tomar qualquer atitude em face do que foi noticiado pela imprensa e que atinge qualquer um dos colegas. Sabemos que existe um jogo, sabemos que existem interesses, por isso a cautela é necessária. Essa atitude não é corporativista, é uma atitude que visa preservar a instituição.”

E continuou: “O importante é que assumimos a nossa responsabilidade e não havia nenhuma pressa para isso. O próprio MP vai começar a ouvir os envolvidos semana que vem. Nós vamos fazer o mesmo. O Conselho de Ética tem todos os recursos para investigar e dar um parecer sobre a realidade dos fatos.”

Verdade Zé Branco reafirmou que auxiliará com a verdade o processo e assumirá a responsabilidade dos atos praticados. E concluiu: “que ninguém espere outra atitude da minha parte!”

Aleluia Um gesto chamou a atenção dos que presenciaram os embates na Câmara de Vereadores nesta terça-feira. Uma discussão, finalmente produtiva, entre os vereadores Marquinhos e Mauricio em relação à correção de uma desigualdade verificada nos salários das diretoras das escolas municipais, acabou levando Marquinhos a mudar o voto, antes contrário.

As discussões, as palavras só fazem sentido no parlamento se forem usadas para influenciar votos. Caso contrário, de nada servem...

Mudou A mudança acabou confundindo a cabeça do presidente Zé Branco que chegou a colocar o voto de Marquinhos com as abstenções de Rafael Lopes e Cesar da Farmácia. Marquinhos corrigiu: “não, eu votei com a situação!”

Em certa repartição, fulano telefonou para cicrano que não podia atender naquele momento. O fulano, então, deixou um recado: diga ao cicrano que me ligue para conversarmos sobre o site. O recado foi dado, mas o atendente entendeu SAAE. O cicrano, antes de retornar a ligação pensou: o que será que aconteceu no SAAE?

Rapidinhas:

O vereador Luiz Machado revelou que não aprovou a redução dos tempos dos pronunciamentos dos vereadores. Ele vai lutar para retornar o sistema antigo. Está com saudade dos longos discursos do Marquinhos.

Cesar da Farmácia ao justificar as poucas falas para um eleitor disse: “depois do que está acontecendo em Brasília com que cara eu vou cobrar o Paganini. Vou acabar me mudando para o DEM!”   

O vereador Rafael tem confessado que se arrependeu profundamente de ter saído da base aliada. “Quando tiver uma brecha, eu volto! E eles vão implorar para que eu volte!”

O grande assessor do vereador Juliano Água Suco, o Bicudo do Barão, brigou feio com o ídolo. Depois de integrar a nova comissão do PRB, está dizendo que agora é o todo poderoso e que vai trabalhar para que o Marquinhos seja reconduzido à liderança novamente.

Carlinhos Sartori decidiu que deixará  de apresentar votos de pesar. Declarou que os homenageados são todos uns mal-agradecidos. Nem em sonho mostram gratidão...

O Zé Branco anda tão assustado que nesta semana um colega ofereceu lhe uma carona convencional e a resposta foi rápida: obrigado, eu vou a pé. E foi! O problema é que o carro do Zé Branco ficou estacionado em frente à Câmara.

Na sessão desta terça-feira o vereador Pedro Stringuetti precisou ser tirado da tribuna à força pelos guardas municipais. Começou a falar e não parava mais.

O cabelo do vereador Mauricio rebelou-se neste 31 de março. Um golpe lhe foi aplicado, cada grupo de fios foi para um lado.

Prezados leitores todas as rapidinhas acima foram escritas em homenagem à tradicional data de primeiro de abril. É tudo mentira. É sério. É tudo mentira!

 

Fonte: Da Redação do PCI

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